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Mostrando postagens de outubro, 2025

Parto do Vazio IX

imperfeito desnudado  minha pena o traduz  neste fugaz senryū 

Parto do Vazio VIII

caem as cortinas além do palco sou uma personagem

Poíesis IV

coração canta para ninguém ouvir alma grita para permanecer em silêncio encontro-me a mim mesmo, estranho errante e indeciso: colho as flores doentes que surgem pelo caminho e decoro algum jardim morto.

Parto do Vazio VII

a palavra cala, o silêncio fala: diálogos

Parto do Vazio VI

onde o céu acaba? na límpida tarde um pássaro volita

Poíesis III

Estas vidas ordinárias são interlúdios entre chegadas e partidas: tentativas de existir em busca do viver para fazer-se Ser demasiadamente Humano.

Parto do Vazio V

lua nova nas nuvens serenas dispersa-se a saudade

Parto do Vazio IV

o crepúsculo revela-se enlace dos opostos efêmero nascimento 

Poíesis II

a esperança notívaga  a lua cintila no céu noturno os raios prateados dela iluminam a dança de minh'alma ao som da vida em harmonia com o universo inteiro intento ser a água que flui livremente a encontrar caminhos sem procurá-los intento ser a flor que manifesta a divina beleza refletida ao meu redor sou a parte que volta cotidianamente ao todo sou medo e preocupações derretidas pela esperança este coração agora é vazio útil, portanto, às esperas e esperanças 

Parto do Vazio III

árvore frutifica: vida contínua, mas sem sê-la

Parto do Vazio II

olhos invernais nutrem o remanso: mais um ocaso

Poíesis I

O universo emanado em mim se manifesta, enquanto, adormecido no Eu, se prepara para a eternidade. busco-me enquanto me perco, não me reconheço — escondido nas sombras do mistério, que, ao findar-se, apaga a aparente separação,  e então tudo se dissolve: realidade dissipada, revela-se o nada: infinitude.

Parto do Vazio I

manhã chuvosa entre nuvens pálidas existe o céu azul